Adaptar-se a outro país e idioma é um desafio enfrentado pelas brasileiras que vivem fora do Brasil. Ficar longe da família, amigos e da própria cultura brasileira pode ser motivo o suficiente para sentir abalar as estruturas mentais, energéticas e emocionais. Buscar por acompanhamento terapêutico pode ser uma estratégia inteligente para se aprofundar no processo de autoconhecimento e fortalecer as estruturas do organismo de forma integral.
Mesmo sendo fluente na nova língua, devo buscar por uma terapeuta brasileira?
Brasileiras que moram fora podem comumente compartilhar de sentimentos como a solidão, angústia, inseguranças, ansiedade e crise de identidade. Independente da técnica terapêutica que você busque para auxiliar na elaboração de tais sentimentos, ser atendida na língua materna pode ser extremamente confortante e, por si só, já ter efeito terapêutico ao organismo.
Mesmo que você seja fluente na segunda língua, algumas sensações e emoções relacionadas à cultura brasileira dificilmente serão expressadas ou compreendidas em outro idioma.
No caso de técnicas terapêuticas como o ThetaHealing, que identifica e transmuta crenças limitantes, é especialmente importante o atendimento na língua de origem da paciente, tendo em vista que todo seu sistema de crenças foi formado naquele idioma.
A sessão de ThetaHealing só pode acontecer na língua materna?
Quando questionadas quanto à importância do atendimento acontecer no idioma de origem da paciente, as respostas das entrevistadas foi unânime: “Preferencialmente, sim”. Compartilho dessa mesma opinião que minhas colegas thetahealers:
“O atendimento na língua materna faz sim toda a diferença. Porque o sistema de crenças da pessoa foi formado naquela língua. Vianna (a criadora da técnica) ensina que podemos fazer um comando de que todas as mudanças de crenças e downloads feitos durante a sessão sejam internalizados em todos os idiomas que a pessoa fala, já falou ou falará. Mas sinto que se a sessão puder acontecer no idioma de origem, é melhor. E quanto aos aos testes de crenças (outro recurso da técnica), esses sempre devem ser feitos na língua materna.” Afirma Aissa Cardoso, terapeuta e instrutora da técnica com formação extensa em diversos países.
Aissa ainda acrescenta: “Fora isso, noto que em pessoas que tiveram educação bilíngue e foram expostas a dois ou mais ambientes nesse sentido, o sistema de crenças é bem dividido. Com os pacientes que moram fora e tiveram exposição múltipla, quando percebo que a situação sendo tratada naquela sessão aconteceu em outra língua, procuro fazer os comandos na língua em que aquela crença foi gerada e internalizada. Quando são idiomas que eu domino, claro.”
Apesar de não ser o cenário ideal, nota-se que existem recursos a serem utilizados em sessões com estrangeiros. Mas que são uma forma de “remediar” a situação onde a terapeuta não compartilha da mesma língua mãe que seu paciente.
“Durante os diversos cursos de formação, aprendemos que o ideal é que a sessão de ThetaHealing seja feita na língua materna, já que algumas palavras dos comandos utilizados durante o atendimento podem não ser reconhecidas pelo paciente, seja por sua mente consciente ou pelo seu subconsciente.” Responde a travel blogger e terapeuta quântica integrativa Dalila Barakat.
Adentrando um pouco mais na técnica, Dalila explica que quando a crença limitante é identificada a nível ancestral (genético), é interessante que a substituição seja feita na língua materna, já que se trata de um comando para o nível de origem da pessoa.
Em todo caso, se não for possível passar por um atendimento de ThetaHealing no seu idioma de origem, partindo do princípio que você é fluente numa segunda língua, existem recursos próprios da técnica a serem aplicados pela sua terapeuta. Como por exemplo o comando para que a crença seja cancelada e substituída em todos os tempos que a paciente já viveu e em todas as línguas que ela fala, já falou e falará.
Se moro fora, como posso encontrar uma terapeuta brasileira?
As terapias holísticas e integrativas são, em sua maioria, técnicas de cura energética. Dentro da física quântica o tempo e o espaço são relativos, ou seja, terapias holísticas (como ThetaHealing, tarot terapêutico, reiki, entre outros) nos permitem criar conexões para além do espaço-tempo.
Portanto, a terapia baseada em cura energética feita em ambiente online à distância pode ser considerada tão eficaz quanto à presencial. Além disso, alguns pontos positivos contam para a terapia online: a possibilidade de ser atendida do conforto de sua casa, no intervalo do almoço, não se preocupar com o deslocamento, transporte, trânsito, estacionamento, atraso, espera…
Desde antes da pandemia que chegou ao Brasil em março de 2020, eu atendo em ambiente online as pacientes que residem fora do país. A partir de então, as terapias online se fizeram extremamente necessárias como forma de evitar a possível disseminação do vírus. Hoje não é somente a minha principal forma de atendimento, mas também de diversas outras terapeutas (sejam elas holísticas ou psicoterapeutas).
É possível contar com uma terapeuta brasileira para atendimento, que possa acolher e trabalhar questões relacionadas a sua vida fora do seu país de origem e diversas outras questões que possam existir ou surgir. Hoje, com a terapia online, é possível passar por um atendimento terapêutico de qualquer lugar com acesso à internet, o acesso foi ampliado.
As redes sociais são grandes janelas para o trabalho de profissionais que atendem online. Minha sugestão é que você busque por terapias com as quais você se identifica e entre em contato com a produção de conteúdo de terapeutas da área. É fundamental que exista afinidade entre paciente, técnica e terapeuta. O vínculo só poderá ser formado durante as sessões, mas a sintonia com o profissional e sua visão de mundo pode começar antes mesmo de um contato pessoal.
Basta que a terapeuta seja brasileira para que ela entenda minhas questões?
Pertencer a um contexto cultural próximo do seu não qualifica automaticamente a terapeuta para compreender e acolher suas questões. Portanto, não basta que se trate de uma terapeuta brasileira, como você, para lidar com questões do contexto da brasileira imigrante ou expatriada.
Uma área relativamente recente da Psicologia Social, porém em grande expansão e que se conhece como Psicologia Intercultural se concentra do estudo das interações entre pessoas de diferentes culturas. Ela investiga como as diferenças culturais influenciam as atitudes, comportamentos, percepções e comunicações entre indivíduos pertencentes a diferentes grupos culturais.
Quando uma terapeuta atende brasileiras no exterior, ela está mergulhando em um universo intercultural com um recorte de gênero, pois se faz necessário oferecer um suporte confiável para lidar com a resolução de conflitos e comunicação intercultural, relacionamentos interculturais e tudo o que essa brasileira imigrante ou expatriada está enfrentando em suas emoções decorrente do contato com outras culturas.
Certifique-se, portanto, de que sua terapeuta, seja ela de qual vertente for, esteja também em constante atualização nos estudos da interculturalidade. Atualmente existe um único diretório internacional de profissionais interculturais e você pode acessá-lo clicando no link abaixo:
https://psiterapianoexterior.com/encontre-seu-profissional/
Thanile Pissarro é terapeuta da Saúde Holística da Mulher
pós-graduada em Psicologia Transpessoal e profissional Intercultural
Thanile